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Santa Catarina,09/10/2026

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Por que a Neuroeducação Está Ganhando Espaço nas Escolas Brasileiras?

Com base em evidências científicas, educadores apontam os benefícios de unir neurociência, emoção e aprendizagem no cotidiano pedagógico.

Rede Alcateia
Por que a Neuroeducação Está Ganhando Espaço nas Escolas Brasileiras? Reprodução

Nos últimos anos, um conceito tem ganhado força no cenário educacional brasileiro: a neuroeducação, abordagem que busca integrar conhecimentos da neurociência com práticas pedagógicas e estratégias emocionais. Em um momento em que os impactos da pandemia de Covid-19 agravaram as dificuldades de aprendizagem e os transtornos emocionais entre crianças e adolescentes, o tema se tornou ainda mais urgente.

Escolas de diferentes redes têm buscado formação para professores e apoio de especialistas a fim de compreender melhor como o cérebro infantil aprende — e, sobretudo, como fatores emocionais e afetivos interferem nesse processo.

Entre os nomes que vêm se destacando nesse debate está Letícia Gibini, pedagoga e pós-graduanda em neuropsicopedagogia. Letícia já atua como educadora e consultora para famílias, com foco em acolhimento, vínculo e estratégias práticas no cotidiano. 

“Não basta ensinar conteúdos. A criança precisa se sentir segura, acolhida e emocionalmente conectada com o adulto que a ensina. O cérebro aprende melhor em ambientes afetivos e previsíveis”, explica Letícia.

A neuroeducação parte da premissa de que o aprendizado não é apenas cognitivo, mas envolve emoções, experiências sensoriais e relacionamentos. Pesquisas recentes da área da neurociência educacional têm apontado que empatia, movimento corporal, escuta ativa e jogos sensoriais são aliados importantes para o desenvolvimento global da criança.

Letícia Gibini.

Letícia defende que o papel da família também é essencial nesse processo. “A parceria entre escola e casa é o que garante que a criança tenha um percurso mais coerente e respeitoso. Quando pais e professores compartilham informações, ajustam estratégias e escutam as necessidades da criança, os resultados aparecem de forma muito mais rápida e sustentável”, afirma.

Em seu trabalho, Letícia já havia atendido dezenas de famílias no interior de São Paulo, oferecendo orientações práticas e personalizadas para melhorar o desempenho escolar e o bem-estar emocional das crianças.

“Cada criança tem um jeito próprio de aprender. Nosso papel é identificar esse caminho e apoiar com sensibilidade e conhecimento técnico”, resume.


Por Paula Sanches
Jornalista





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