Paisagismo ganha força como diferencial na valorização de imóveis residenciais e comerciais
Projetos externos deixam de ser apenas estéticos e passam a influenciar percepção de valor, experiência do usuário e atratividade de empreendimentos
Reprodução O mercado imobiliário brasileiro vive uma transformação silenciosa, mas cada vez mais perceptível. Em um cenário de maior exigência por parte dos consumidores e crescente valorização da qualidade de vida, o paisagismo deixou de ser tratado como um elemento complementar para assumir papel estratégico na valorização de imóveis residenciais e comerciais.
Empreendimentos que investem em áreas verdes planejadas, integração com a natureza e espaços externos qualificados vêm se destacando pela capacidade de gerar experiências mais agradáveis aos usuários, além de aumentar a atratividade dos ativos perante compradores, locatários e investidores. Incorporadoras, arquitetos e gestores de patrimônio passaram a enxergar o paisagismo como um componente capaz de agregar valor econômico e fortalecer a identidade dos projetos.
A tendência acompanha um movimento global que prioriza ambientes mais humanizados, sustentáveis e conectados ao bem-estar. Conceitos como design biofílico, conforto ambiental e integração entre arquitetura e natureza ganharam espaço nos últimos anos, influenciando decisões de projeto em diferentes segmentos do mercado.
Para compreender melhor esse cenário, a reportagem ouviu a arquiteta paisagista Bruna Rafaela Nina Silva, profissional com quase duas décadas de atuação no setor e experiência em projetos residenciais, corporativos, comerciais e institucionais de alto padrão. Sua trajetória inclui a liderança de projetos paisagísticos desenvolvidos em Mato Grosso, participação em mostras CASACOR e atuação em empreendimentos de grande visibilidade regional.
“O paisagismo passou a ser compreendido como um investimento e não apenas como um acabamento. Quando bem planejado, ele contribui para a experiência das pessoas, melhora a relação com o ambiente construído e influencia diretamente a forma como um imóvel é percebido”, afirma.
“Uma área verde bem integrada à arquitetura cria identidade, gera acolhimento e transmite cuidado. Isso tem reflexo tanto na experiência emocional quanto na valorização comercial do imóvel”, destaca.
Na prática, o movimento já pode ser observado em diferentes segmentos. Condomínios residenciais têm investido em jardins mais elaborados e áreas de convivência integradas ao paisagismo. No setor corporativo, empresas passaram a utilizar espaços verdes para melhorar a experiência de colaboradores e visitantes. Já no comércio, fachadas paisagísticas são utilizadas para reforçar posicionamento de marca e tornar os ambientes mais convidativos.
“Hoje existe uma preocupação maior com espécies adequadas ao clima, eficiência na manutenção e uso responsável dos recursos naturais. O paisagismo contemporâneo precisa ser bonito, funcional e sustentável ao mesmo tempo”, explica.
Especialistas do setor acreditam que a valorização dos espaços externos deve continuar crescendo nos próximos anos, acompanhando mudanças no comportamento dos consumidores e novas exigências do mercado imobiliário. A tendência aponta para projetos cada vez mais orientados à experiência humana, à qualidade ambiental e à construção de ambientes capazes de promover bem-estar.
Nesse contexto, profissionais especializados em arquitetura paisagística assumem papel estratégico na criação de empreendimentos mais competitivos, sustentáveis e alinhados às demandas contemporâneas, consolidando o paisagismo como uma das áreas de maior relevância na valorização dos espaços urbanos.




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