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Santa Catarina,19/04/2026

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Construção civil brasileira avança com modelos de gestão inspirados em eficiência industrial

Empresas do setor adotam práticas de controle financeiro e processos produtivos típicos da indústria para reduzir custos e elevar padrões de qualidade.

Rede Alcateia
Construção civil brasileira avança com modelos de gestão inspirados em eficiência industrial Reprodução

Com o cenário econômico ainda desafiador e a elevação da taxa de juros — apontada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) como o principal entrave para grandes investimentos em 2025, o setor da construção civil no Brasil busca novas estratégias para manter a competitividade. 

Mesmo com juros altos e aumento dos custos de materiais e mão de obra, a projeção para 2025 indica que o mercado da construção deve continuar crescendo, ainda que a um ritmo mais moderado do que em anos recentes. Nesse contexto, muitas construtoras optam por adotar métodos de gestão inspirados na indústria, com foco em controle financeiro, planejamento rigoroso e padronização de processos, práticas historicamente consolidadas em fábricas e indústrias de produção.

Para entender como essa transição de mentalidade pode trazer resultados, conversamos com Josiane Saquetto, empreendedora que migrou da indústria metalúrgica para a construção civil. Segundo ela, aplicar uma gestão inspirada na indústria é “uma forma de levar organização, previsibilidade e qualidade para obras, transformando cada projeto em um compromisso sério, e não apenas em um serviço eventual”.

Gestão financeira e controle como pilares de eficiência

“Em uma obra, como em uma linha de produção, cada etapa precisa ser planejada, orçada e monitorada”, explica Josiane Saquetto. Ela conta que, na antiga indústria da família, aprendeu na prática a importância de controlar fluxo de caixa, custos de matéria-prima, mão de obra e cronogramas, disciplina que ela considera essencial para evitar surpresas em construções civis, especialmente em um cenário de inflação elevada e juros altos.

Para ela, a adoção desses mecanismos de controle representa uma vantagem competitiva: “Num mercado onde muitos ainda fazem obra de forma artesanal, levar a técnica da indústria para a construção significa entregar previsibilidade ao cliente, reduzir desperdícios e garantir qualidade de ponta a ponta.”

Segundo ela, quando uma construtora organiza as fases da obra, desde a compra de materiais até o cronograma de entregas, com clareza e controle, o resultado costuma ser mais consistente e confiável.

“Para que o setor cresça de forma sustentável, não basta erguer paredes rapidamente — é preciso tratar cada obra como um projeto estruturado, com planejamento, governança e métricas de qualidade”, afirma.

Apesar das boas práticas, o setor enfrenta desafios estruturais. A elevada taxa de juros, o custo crescente da mão de obra e de materiais e a pressão inflacionária continuam como obstáculos. Para ela, a resposta para esses desafios passa por adaptação, eficiência e compromisso com a excelência.

Na visão de Josiane Saquetto, construtoras que aceitarem esse novo paradigma, com rigor na gestão, transparência e foco em qualidade, estarão melhor posicionadas para atravessar momentos adversos e ainda entregar valor aos clientes. “Quando a obra é tratada com gestão e seriedade, ela se torna resistente às incertezas do mercado”, conclui.

Com a adoção crescente de práticas inspiradas em eficiência industrial, o setor da construção civil no Brasil pode estar entrando em uma nova fase, menos vulnerável às oscilações, mais profissional e mais capaz de entregar qualidade real a quem compra ou investe em imóveis.





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